A busca exagerada pela beleza

Se cuidar é uma obrigação. Cuidar da saúde, procurar um bom profissional que oriente corretamente e seja mais do que sensato, também é importante na hora de pensar em beleza. mas o que é beleza e quando ela vira obsessão? Vamos  ver a discussão do cirurgião plástico, Dr Marcio Castan; Se cuidem e boa saúde! – por Lana Côrtes

excesso de vaidade

Cirurgião plástico discute os excessos praticados por quem quer ser belo, acima de tudo

Em primeiro lugar, não existe uma definição de beleza. Muitos dizem que é a harmonia e a perfeição de formas, um tema recorrente desde os tempos mais antigos, como o pré-socrático, onde a beleza era definida de forma matemática, baseada na famosa proporção áurea. O conceito era caracterizado por uma constante real algébrica observada em algumas partes do corpo humano e principalmente na arte que ditava o que era o belo, como pode ser encontrado na famosa obra de Leonardo da Vinci, Monalisa, que é baseada nessa constante, tanto nas relações entre o tronco e a cabeça como nas suas proporções faciais; ou mais recentemente, quando passam a existir padrões estabelecidos como o “ideal clássico” ou “beleza clássica”. Então, dentre as milhares de definições do, talvez, indefinível tema que é a beleza, essa pode ser determinada por algo imposto pela sociedade em que se vive, devendo ser uma combinação de fatores que impressionam favoravelmente a visão ou outros sentidos, sendo algo fácil de identificar quando ela está a nossa frente.
A beleza transcende todos os círculos, sendo ela, muitas vezes, ligada ao poder. Com essa predeterminação da nossa sociedade, implantada desde a infância nas meninas (as princesas e a Barbie, por exemplo) onde o bom é ser bela, as belas é que são as bem sucedidas. A partir daí, vem junto um bombardeio de tratamentos “milagrosos”, cremes que prometem corpos perfeitos, face sem rugas ou manchas, isto é, a verdadeira fonte da juventude, tema de várias discussões, documentários, filmes e debates.
Ainda são oferecidos tratamentos “empíricos”, sem nenhum embasamento científico, onde os proponentes não estão preocupados com a saúde da paciente e sim com suas contas no final do mês. Porém, o que as mulheres não conseguem vislumbrar é que, quando se jogam de cabeça nesse mundo paralelo da busca exagerada pela beleza, estão fazendo muito mal a si mesmas, pois nunca estarão satisfeitas, deixando a sua autoestima cada vez mais baixa. A mulher acaba virando escrava da busca pelo ideal imposto pela sociedade, não medindo forças para conseguir o que seu imaginário está buscando. Muitas vezes pode-se iniciar um círculo vicioso sem fim.
E é aqui que entra o papel do cirurgião plástico, que tem como base na sua formação a medicina acima de tudo e que lida com a beleza no seu cotidiano. “É nesse momento que é necessário escutar os anseios de nossas pacientes, sim, porém não executar tudo que elas nos pedem, e, ainda, explicar as limitações que existem. A nós cabe manter o equilíbrio e mostrar o melhor caminho para que as pacientes não caiam em ciladas”, afirma o cirurgião plástico Dr. Márcio Castan. Segundo o médico, é obrigação do profissional saber oferecer para o paciente um tratamento onde ele possa “envelhecer” com saúde, um envelhecimento natural, controlado, não causando prejuízos para sua imagem, como acontece na busca constante pela juventude.
Dr. Marcio acredita que o tratamento para evitar o aparecimento dos sinais do tempo devem ser iniciados desde muito jovem, quando os ventos conspiram a favor. Geralmente, a primeira crise de idade é quando as mulheres atravessam da adolescência para a vida adulta, quando ainda são muito jovens, porém devem começar a dar base para o seu envelhecimento adequado. Então, para esclarecer o que deve ser aplicado em cada faixa etária, Dr. Marcio lista abaixo algumas dicas:
Faixa etária Tratamento
20-30 Uso de protetor solar adequado, hidratantes adequados ao seu tipo de pele, beber bastante água e manter uma alimentação saudável, longe dos fast foods.
30-40 Procedimentos menos agressivos para suavizar o envelhecimento, como o a toxina botulínica, microagulhamento algum peeling para suavizar alguma cicatriz de acne ou mancha da pele, sempre lembrando que o tratamento de base iniciado aos 20 anos não deve ser deixado de lado.
40-50 A intervenção passa a ser mais “agressiva” com uma hidratação intradérmica, um peeling mais profundo, uso de cremes com substâncias para além de hidratar tentar tratar algumas rugas que comecem a surgir como o syn ake (uma proteína extraída do veneno de uma serpente que age como um botox like, amenizando rugas através da “paralisação” em proporções adequadas da musculatura).
50+ Aos 50 anos, a hora é de pensar em procedimentos cirúrgicos para devolver a graciosidade de algumas áreas que podem ter se perdido no caminho, como a blefaroplastia (cirurgia nas pálpebras), deixando um olhar mais jovem e aprazível para quem vê e, talvez, começar a pensar em alguma espécie de lifting, nunca esquecendo que cada caso é um caso particular e que a Medicina não é uma ciência exata onde todos envelhecem da mesma forma e ao mesmo tempo.
“Não devemos esquecer que a busca pela beleza pode ser alcançada com um conjunto de mudanças no cotidiano e não passam necessariamente por procedimentos milagrosos como muitas vezes são propostos”, finaliza Dr. Marcio. Afinal, existe beleza maior do que melhorar a naturalidade contida em cada um?

Fonte: Dr. Márcio Castan – Cirurgião Plástico – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Pós-graduado em Dermatocosmiatria.
Gostaram? Deixem suas perguntas e críticas. beijos, Lana Côrtesbeijo rosa

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