SAÚDE ÍNTIMA: DESCUBRA QUAIS SÃO OS DESLIZES MAIS COMETIDOS NO VERÃO – Lana Côrtes

higiene intima

O verão é a época ideal para curtir uma praia e piscina com os amigos não é mesmo? O que muitas mulheres esquecem é que essa estação é propicia para o surgimento de doenças na região íntima. O clima quente contribui para a proliferação dos fungos e bactérias devido à falta de transpiração na área vaginal. Por isso, as mulheres devem redobrar os cuidados com a higiene íntima.

“Uma depilação incorreta, usar uma lingerie de nylon e até mesmo lenços umedecidos podem contribuir para o surgimento dos fungos na região da vagina”, afirma Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).
É possível notar que algo não está indo bem lá em baixo quando você começa notar uma coceira, odor, coloração diferente e dor. “Ignorar os sintomas não é a melhor solução. Se a mulher não procurar um médico e se tratar, pequenas alterações podem evoluir e causar problemas mais graves, como a infertilidade. Além disso, a dor pode também influenciar na vida sexual e dificultar até mesmo o orgasmo”, explica a ginecologista.
As bactérias e fungos já fazem parte da flora normal da vagina, no entanto, algumas modificações no PH favorecem para a proliferação das bactérias causando as infecções. Além disso, manter maus hábitos também pode contribuir para o surgimento dos sintomas. Caso você realmente esteja com algum tipo de infecção, não deixe de procurar o seu ginecologista.
Para você não cometer erros, a ginecologista e obstetra Erica Mantelli revela o que não deve ser feito para facilitar a entrada dos fungos:

Higiene Íntima 1
1. Calça jeans
Apesar das calças jeans justas modelarem o corpo, o seu uso nos dias quente pode abafar a região e facilitar o surgimento dos fungos e bactérias. “Quando você coloca uma calça que não permite que a região transpire, isso pode alterar o PH local e provocar uma infecção”, diz a Dra. Erica.
2. Biquíni molhado
Para evitar infecções, o ideal é retirar o biquíni assim que chegar em casa. Troque de roupa e seque rapidamente. “O verão é um dos principais causadores de vulvovaginites e acomete especialmente as mulheres que ficam com biquínis molhados durante muito tempo”, frisa a médica.
3. Higienização
Muitas mulheres limpam a higiene íntima acreditando que estão fazendo a limpeza do modo correto, porém, a maioria comete alguns erros.  “Após ir ao banheiro, a forma mais apropriada para se limpar e evitar uma infecção urinária é sempre de frente para trás evitando que as bactérias do trato intestinal não sejam transportadas para o canal urinário”, recomenda a ginecologista.
4.  Depilação
Algumas mulheres acreditam que depilar toda a região íntima previne infecções. “Apesar de os pelos serem uma proteção natural da vagina, a área deve ser depilada com o método apropriado para a pele de cada mulher. Alguns métodos podem ser agressivos e irritar a pele”, destaca a médica.
5. Lenços perfumados
Apesar de deixar um cheiro agradável na região íntima, os lenços não são indicados para cuidar da região íntima. “Os lenços umedecidos perfumados devem ser evitados, pois podem causar para uma irritação local”, esclarece a Dra. Erica.
6. Calcinhas sintéticas 
Esse tipo de calcinha não é a melhor opção para manter a região íntima e longe de infecções. “Elas são muito apertadas e o tecido sintético causa irritação desencadeando alergias. A dica é optar pelas calcinhas de algodão”, recomenda a especialista.
7. Sabonetes
Boa parte dos sabonetes contém um PH alcalino e o PH da vulta tende a ser mais ácido, por isso, é aconselhável utilizar um sabonete íntimo específico para a região.
8. Lubrificantes
Os lubrificantes à base de óleo pode interferir na higiene da vagina. Os produtos que são oleosos podem permanecer durante dias na região contribuindo para o surgimento de bactéria. Se você for usar um lubrificante, opte pela versão à base de silicone que apresente um risco menor de causar alergias e infecção. 

Sobre a médica:
Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP)

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